Lavar feridas crônicas com sabão de coco. Um mito perigoso.

É muito frequente o uso de sabão de coco para limpar feridas crônicas. É um hábito muito popular que vem de muitas gerações e que precisa ser eliminado em decorrência dos danos que pode provocar. Até mesmo profissionais de saúde desconhecem os prejuizos provocados por essa conduta.

É muito frequente o uso de sabão de coco para limpar feridas crônicas. É um hábito muito popular que vem de muitas gerações e que precisa ser eliminado em decorrência dos danos que pode provocar. Até mesmo profissionais de saúde desconhecem os prejuizos provocados por essa conduta.

Entenda como o pH Influencia a Cicatrização de Feridas

Você sabia que o pH da ferida pode ser o grande vilão ou o maior aliado da cicatrização? Enquanto feridas agudas cicatrizam em ambiente levemente ácido (pH ~6.5), as feridas crônicas frequentemente ficam alcalinas – e isso atrasa tudo! Neste vídeo compartilho informações que considero relevantes a esse respeito.

‘A medicina se tornou refém dos interesses mercantis’, diz médico autor de livro sobre iatrogenia

Samantha Cerquetani – 26 de fevereiro de 2026

‘A medicina se tornou refém dos interesses mercantis’, diz médico autor de livro sobre iatrogenia – Medscape – 26 de fevereiro de 2026.

O padrão é conhecido: check-ups progressivamente ampliados que geram achados irrelevantes, pacientes assintomáticos rotulados como doentes e cascatas diagnósticas sem desfecho clínico favorável. “Vivemos uma epidemia de iatrogenias decorrentes de atos médicos desnecessários, mas não há estudos específicos sobre o tema, porque esse problema se manifesta de muitas formas”, afirma o Dr. Guilherme Santiago, que é médico, professor e coordenador da residência no Hospital dos Servidores Públicos de Minas Gerais. 

Gastroenterologista e hepatologista, ele vem observando há mais de três décadas um número crescente de protocolos e tecnologias diagnósticas que, em vez de servirem para o cuidado da saúde, atendem a pressões produtivistas e financeiras. Um incômodo que virou o livro Medicina excessiva: suas causas e seus impactos, publicado pela editora Labrador, e vencedor do Prêmio Jabuti Acadêmico de 2025. “É um manifesto de resistência.” 

Na entrevista a seguir, o Dr. Guilherme comenta os fatores que o levaram a estudar o tema, descreve situações recorrentes de intervenções desnecessárias e discute caminhos possíveis para uma prática médica mais criteriosa e alinhada às necessidades dos pacientes. 

Medscape: O que te levou a escrever o livro? 

Dr. Guilherme: A percepção do quanto a medicina se tornou refém do tecnicismo e dos interesses mercantis, afastando-se de princípios éticos e filosóficos que sempre a nortearam. Ao longo da prática clínica, tornou-se evidente que decisões médicas passaram a ser fortemente influenciadas por protocolos automáticos, expectativas externas e pressões produtivistas, muitas vezes em detrimento do raciocínio clínico e da escuta.

O livro nasce desse incômodo e se propõe como um manifesto de resistência em defesa da medicina hipocrática, entendida não como um retorno nostálgico ao passado, mas como uma prática que reconhece limites, valoriza a reflexão e preserva a centralidade do paciente no cuidado.

Medscape: Em que contextos clínicos a medicina excessiva é mais evidente? 

Dr. Guilherme: A situação mais emblemática é a dos check-ups aleatórios, progressivamente ampliados e desprovidos de sustentação científica. Esses exames, solicitados sem uma hipótese clínica clara, frequentemente revelam alterações irrelevantes do ponto de vista médico. Quando esses achados são supervalorizados, produzem ansiedade, rotulam indivíduos saudáveis como doentes e desencadeiam cascatas diagnósticas e terapêuticas que raramente trazem benefício real.

Esse processo é agravado pela limitação de tempo nas consultas. Ao compensar a pouca disponibilidade de atenção com pedidos de exames, o médico empobrece a relação com o paciente e passa a valorizar mais o fazer do que o pensar. A tecnologia ocupa o espaço que deveria ser da escuta, da semiologia e da construção cuidadosa do raciocínio clínico.

Medscape: Como diferenciar intervenções necessárias de condutas motivadas por excesso de precaução ou medicina defensiva? 

Dr. Guilherme: Existe uma compreensão equivocada do que seja medicina defensiva. A verdadeira medicina defensiva se baseia em boa comunicação com o paciente e em decisões compartilhadas, sustentadas por raciocínio clínico sólido e evidências científicas consistentes. Quando o médico explica incertezas, discute riscos e benefícios e envolve o paciente no processo decisório, diminui a necessidade de intervenções motivadas apenas por medo ou proteção legal.

Nesse contexto, a observação e o acompanhamento do paciente também devem ser entendidos como condutas ativas. Embora a impaciência tenha se tornado regra, cabe ao médico expor o plano terapêutico com clareza, mesmo diante das incertezas quase sempre presentes. Trata-se de um exercício contínuo de comunicação e responsabilidade profissional.

Medscape: E como lidar com a demanda dos pacientes por exames e procedimentos? 

Dr. Guilherme: A melhor forma de lidar com pacientes que chegam esperando exames ou prescrições é saber ouvir. É preciso demonstrar, com cuidado e com palavras, que o melhor médico não é aquele que solicita mais exames, mas o que oferece mais atenção. Quando o paciente se sente escutado e compreende o raciocínio clínico, a relação de confiança se fortalece.

Os princípios da slow medicine dialogam diretamente com essa abordagem. Uma medicina sóbria, respeitosa e justa é guiada por escuta, atenção, semiologia, raciocínio clínico, evidências científicas e comunicação. Exercida dessa forma, a medicina demanda menos recursos e resolve mais problemas, sem comprometer a qualidade da atenção.

Medscape: Quais são os impactos das práticas atuais na segurança do paciente? 

Dr. Guilherme: Vivemos uma epidemia de iatrogenias, entendidas como danos à saúde decorrentes de atos médicos desnecessários. Isso é diferente das complicações associadas a intervenções bem indicadas, que são inerentes a qualquer procedimento, e também distinto do erro médico, caracterizado por imperícia, imprudência ou negligência.

Um princípio fundamental da medicina hipocrática tem sido desrespeitado cotidianamente: primum non nocere. Todo ato médico envolve risco e, na ausência de evidência concreta de benefício, a conduta mais prudente é evitá-lo.

Medscape: Como mudar esse panorama?

Dr. Guilherme: A medicina, em determinado momento, se divorciou da filosofia para se casar com a ciência, e esse matrimônio foi extremamente prolífico. No entanto, o tecnicismo dissociado de princípios filosóficos, especialmente quando impulsionado por propósitos mercantis, corrói a essência da profissão. Esse entendimento precisa ser trabalhado de forma permanente desde a formação médica.

Grande parte dos cursos de formação atuais se assemelha a formações técnicas, nas quais a dimensão filosófica da medicina é formalmente desprezada. É natural que os profissionais formados nesse contexto desenvolvam uma visão estreita e puramente tecnicista. Por isso, a educação dos jovens médicos é central. É preciso alertá-los de que medicina excessiva é má medicina e mostrar que boa prática se baseia em evidências, mas também em raciocínio clínico, senso crítico e cultura ampla.

Outra frente essencial é a sensibilização dos gestores, já que a lógica de produção acelerada é onerosa, improdutiva e insustentável. Além de adoecer pessoas saudáveis, a medicina excessiva adoece o próprio sistema de saúde. Mudar a forma de remuneração é um passo decisivo, com a incorporação de modelos de saúde baseada em valor, em substituição ao pagamento centrado apenas no volume de procedimentos.

Para médicos em qualquer estágio da carreira, a orientação é clara: não se conformar em ser apenas um autômato da linha de produção. A medicina carrega mais de dois milênios de história e exige uma postura ética, reflexiva e douta. Em um cenário cada vez mais marcado pela inteligência artificial, os diferenciais do médico serão, mais do que nunca, talentos essencialmente humanos, como atenção, escuta, raciocínio, empatia e compaixão.

Medscape: Que tipos de iatrogenia ocorrem por excesso de exames, medicamentos ou procedimentos em pacientes saudáveis? 

Dr. Guilherme: A iatrogenia clínica pode ocorrer, por exemplo, quando se prescrevem estatinas para prevenção primária em pacientes sem fatores de risco cardiovascular, apenas para reduzir o colesterol. Até 10% desses pacientes podem apresentar efeitos colaterais relevantes. 

Já a iatrogenia cirúrgica pode ser observada, por exemplo, na colecistectomia de pacientes assintomáticos, realizada apenas por achados de ultrassonografia de rotina. A remoção da vesícula pode alterar o fluxo biliar, impactar a microbiota intestinal e aumentar em cerca de 50% o risco de síndrome do intestino irritável.

Vale destacar que o termo “iatrogenia” é amplo e refere-se a qualquer efeito adverso gerado por intervenção médica. Movimentos internacionais, como o Choosing Wisely, buscam reduzir essas práticas, promovendo decisões médicas baseadas em evidências e mostrando o que não deve ser feito em pacientes saudáveis.

Samantha Cerquetani é jornalista especializada em saúde e ciência, com experiência na produção e edição de conteúdos sobre medicina, nutrição, bem-estar e saúde mental. Atua há mais de uma década na cobertura de temas ligados à saúde, colaborando com instituições, projetos editoriais e iniciativas do setor.


Como é nascer em uma casa de parto no Brasil

São vinculadas ao SUS e apresentam indicadores impressionantes a respeito das melhores práticas recomendadas pela OMS e pela ciência. Em um país onde cesáreas são regra, destacam-se pelo respeito e acolhimento. Por que, então, continuam a ser subutilizadas?

Fonte: OUTRASAUDE por Gabriela Leite

O Brasil amarga uma taxa de partos por cesariana muito superior ao necessário. 59,6% dos nascimentos são realizados por meio desta técnica, percentual distante do recomendado pela OMS, entre 10% e 15%. Isso se dá, sobretudo, por uma “cultura hospitalocêntrica, medicalizada e médico-centrada” que não tem base científica e não se mostra mais eficaz ou mais segura. É o que pontua o artigo “Indicadores de monitoramento e avaliação dos Centros de Parto Normal Peri-hospitalares: resultados do estudo Nascer nas Casas de Parto do Brasil”, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, vinculada à Fiocruz, parceira editorial do Outra Saúde.

As pesquisadoras analisaram uma experiência que se coloca no oposto da lógica de parto hospitalar: os Centros de Parto Normal Peri-hospitalares (CPNp) do Brasil. São unidades de saúde voltadas a nascimentos de risco habitual, que têm como objetivo “proporcionar um ambiente acolhedor e seguro, onde as gestantes podem vivenciar o parto de forma humanizada e com o mínimo de intervenções”. Hoje, há apenas oito no país, mas os indicadores evidenciados pelo estudo mostram que são fundamentais para garantir saúde às mães e bebês.

O Brasil ainda está longe de alcançar a meta de redução da mortalidade materna estabelecida para 2030: é preciso que caia abaixo de 30 mortes por 100 mil nascidos vivos, mas a razão ainda é de 68,1. Segundo o Ministério da Saúde, solucionar esse problema passa tanto por melhorar a frequência e qualidade do pré-natal quanto garantir uma assistência ao parto digna

As Casas de Parto foram regulamentadas em 2015 mas, dez anos depois, só estão presentes em sete unidades da federação (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Pará e Distrito Federal). Espera-se que o cenário já esteja começando a mudar: governo Lula incrementou recursos, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para a construção de 30 novos centros de parto normal até 2026.

Evidências de que os CPNp seguem os melhores parâmetros e oferecem um bom atendimento às mães e aos recém-nascidos ficam muito claras nos números. No período de um ano, os oito centros registraram 3.097 partos. 96,9% foram feitos por enfermeiras obstétricas ou obstetrizes, prescindindo de um médico, fato que “está associado a maiores chances de parto vaginal espontâneo e satisfação materna, bem como de menor taxa de partos instrumentais, redução de nascimentos pré-termos e de perdas e mortes fetais e neonatais”, segundo o estudo. 

presença de acompanhante, outro fator essencial para garantir segurança e conforto às mulheres na hora do parto, aconteceu em 98,7% dos casos. Embora esse indicador esteja melhorando de forma geral, “a relevância deste dado se deve ao fato de instituições hospitalares ainda restringirem ou até impedirem a presença de acompanhantes”, pontuam as pesquisadoras. 

Menos intervenções desnecessárias

As casas de parto também registram menores taxas de intervenções no parto. Nesse quesito, fica claro como se distanciam da lógica médica e do que acontece na maior parte dos hospitais brasileiros. Por exemplo, a episiotomia, procedimento cirúrgico em que se realiza um corte no períneo para ampliar a abertura vaginal, não é recomendada e não há evidências de que é necessária, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, a pesquisa Nascer no Brasil I descobriu que, nos hospitais avaliados, a prática está presente em 56% dos partos – já bastante acima dos 10% recomendados pela OMS. Enquanto isso, nas casas de parto normal, a episiotomia é realizada em apenas 0,4% das parturientes.

Outros dois procedimentos foram feitos em números reduzidos nas CPNp: a amniotomia (ruptura artificial da bolsa amniótica) e a estimulação com ocitocina (hormônio que aumenta as contrações uterinas). A média foi de 15,7% e 7%, respectivamente – nos hospitais brasileiros, chega a 40,7% e 38,2%. As duas intervenções devem ser feitas apenas quando estritamente necessário, recomenda a OMS.

A posição da mãe no momento do parto também foi analisada pelo estudo Nascer nas Casas de Parto do Brasil. Em geral, se pratica a posição litotômica nos hospitais: aquela em que a mulher fica deitada na maca, com as pernas elevadas. Mas ela também não é aconselhada pela OMS, que recomenda que a posição seja escolhida pela mulher. Mais uma vez, números devastadores nas maternidades em geral: apenas 6,7% dos partos são feitos em posições verticalizadas, as mais recomendadas por trazerem benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. Nos CPNp, são regra: 60,2% dos bebês nascem de partos em posição vertical.

Um modelo de sucesso, inexplorado

Ou seja, o modelo das casas de parto brasileiras, vinculadas ao SUS, oferece “às mães e bebês uma assistência segura, respeitosa, humano-centrada e baseada nas melhores evidências científicas”. Mas ainda assim são subutilizadas. O estudo constatou que os CPNp registraram, em média, uma ocupação de apenas 48,5% de sua capacidade mensal. Segundo as pesquisadoras, a hipervalorização das cesarianas e a percepção de que o parto com menos risco é aquele feito nos hospitais “retira das parturientes e bebês saudáveis a possibilidade de vivenciarem seus partos e nascimentos em um CPNp, instituição cujo ambiente e assistência são seguros e apoiados pelas melhores evidências científicas”.

O artigo reconhece que as recentes mudanças na atenção materna e infantil promovidas pelo Ministério da Saúde, com a chamada Rede Alyne, começam a dar passos importantes. “Houve ênfase na urgência de implementação de um novo modelo de cuidado obstétrico e perinatal para a redução da mortalidade materna no país (especialmente da população negra) e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, pontuam. Em uma iniciativa da sociedade civil, a Rede Nacional Feminista de Saúde lançou, recentemente, um manifesto chamado “Reforma obstétrica já!”, que reforça a urgência dessas mudanças. São passos importantes, e os Centros de Parto Normal Peri-hospitalares podem ser um instrumento essencial para alcançar as mudanças necessárias.

Feridas crônicas de ETIOLOGIA VENOSA

As feridas crônicas de etiologia venosa representam a grande maioria dos pacientes que nos procuram.

Com frequência nos deparamos com situações de pacientes que peregrinam em busca de alívio desse problema que deteriora a sua qualidade de vida.

Frequentemente o tratamento é focado apenas na ferida sem o enfrentamento das alterações fisiopatologicas que está na origem e manutenção dessas feridas.

Neste vídeo, exploramos os principais sinais e achados clínicos das úlceras venosas, incluindo localização típica, características morfológicas, presença de sinais cutâneos de hipertensão venosa.

Uma abordagem essencial para guiar o diagnóstico e um tratamento apropriado e eficaz.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRAFICA DE FERIDAS – O QUE DOCUMENTAR – Parte 1

Neste compartilhamento iniciamos a parte mais prática do documentação fotográfica no acompanhamento do tratamento das feridas crônicas. Aqui destacamos a importância do registro fotográfico por ocasião do primeiro atendimento. Muitas informações podem ser colhidas ao registrar esse momento que dará início à evolução do comportamento das feridas na linha do tempo em função das decisões terapêuticas aplicadas.. Destacamos também o caráter fundamental do documentação fotográfica da topografia da ferida. Há uma correlação fortemente estabelecida entre a ferida e sua localização anatômica. De forma que documentar esses momentos é de relevante importância na tomada ou modificação de condutas. A imagem fotográfica vai além do que podemos memorizar ao longo do tratamento.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRAFICA em feridas crônicas O INDISPENSAVEL

Depois do vídeo que compartilhamos sobre a história da fotografia no contexta da saúde, tratamos agora dos elementos básicos que precisamos ter para levar a bom termo essa tarefa. Qual equipamento escolher, as questões mais elementares sobre iluminação do ambiente que possibilite a obtenção de fotos que possam realmente ser bem interpretadas, sem as terríveis sombras e reflexos que tornam impossível avaliar com credibilidade a lesão fotografada. Os recursos atuais tornam muito menos oneroso e mais fácil essa atividade. Se, por um lado, não aderimos à ideia de que as feridas possam ser tratadas conveniente apenas através das imagens online, por outro vemos com bons olhos a ajuda que as imagens podem significicar no acompanhamento daqules pacientes que já conhecemos presencialmente, cujas patologias de fundo estão sob nosso criterioso domínio. A fotografia como instrumento de documentação e acompanhamento deve ser parte do nosso arsenal. Cabe-nos conhecer bem esse recurso e saber utilizá-lo com sabedoria e bom senso.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA em feridas crônicas – HISTORIA

A documentação fotográfica aplicada ao tratamento das feridas é um recurso que a cada dia vai se incorporando em nossa pratica diária. A imagem gravada vai muito além do que nossa memória pode alcançar. A possiilidade de comparar de forma analítica os dados que as imagens tomadas na linha do tempo vão nos fornecendo é de uma importância inestimável. E hoje o mundo digital nos possibilita o uso da fotografia sem a necessidade de grandes investimentos. Os celulares e smartphones estão ao alcance da maior parte da população e dispoem de recursos fotográficos satisfatórios como instrumento de documentação. Nesse vídeo que ora compartilho fazemos uma divertida viagem pelo mundo da fotografia e o seu avanço na área da saúde até os dias atuais.

Sistema linfático e edema

O percentual de feridas crônicas que evoluem com edema decorrem de mau funcionamento do sistema venoso e do sistema linfático é muito elevado. A importância do entendimento da circulação linfática e do seu papel no equilíbrio dos líquidos que circulam em nosso corpo não pode ser desconhecida por quem se dedica ao tratamento das feridas crônicas. Como entender drenagem linfática e terapia compressiva sem conhecer a anatomia desse sistema e a dinâmica do seu funcionamente? Neste vídeo compartilhamos a estrutura anatômica básica do que podemos chamar de circulação linfática, desde sua origem nos capilares linfáticos até o seu deságue no sistema venoso.

Cuidados com a pele perilesional

A pele que circunda uma ferida crônica (pele perilesional) e o próprio leito da ferida mantêm comunicação contínua, seja por contato físico direto (exsudato, mediadores inflamatórios) ou por meio de sinais químicos liberados nas margens do tecido lesado.

Ou seja, não se trata de duas áreas isoladas e independentes, mas de um “ecossistema” de cicatrização em que o que acontece no leito (presença de biofilme, degradação dos tecidos, exsudação) afeta diretamente a pelo ao redor – e vice-versa.

A pele ao redor da ferida e o leito da ferida formam um sistema integrado, onde cada componente influencia diretamente a evolução do outro.

Essa compreenção é fundamental para uma abordagem mais eficaz das feridas crônicas, evitando complicações que podem ocorrer quando os profissionais de saúde se concentram unicamente no leito e não dão a devida atenção às características e necessidades da pele perilesional.